Inquérito do Paraná aponta que dos 50 postos vistoriados, 46 foram fraudados pelo crime organizado
Um trabalho de investigação de forma velada da Polícia Federal no Paraná foi determinante para atestar fraudes em 46 postos de combustíveis no estado. A PF aponta que esses postos são ligados ao crime organizado e ao PCC, usados para lavagem de dinheiro.
Essas informações constam no relatório sob sigilo da PF, ao qual a CNN teve acesso às informações.
Nesse inquérito, a PF usou um caminhão, sem brasão da instituição, como um veículo de passeio, e começou a abastecer em 50 postos da rede investigada, em Curitiba (PR) e região metropolitana, durante um determinado período da investigação na operação Tank.
Dos 50 analisados, a PF apontou que havia fraudes em 46, principalmente de mistura no combustível e adulteração de gasolina, além da chamada “bomba baixa”, em que o volume abastecido é inferior ao indicado.
Com base nesse esquema, a Polícia Federal pediu uma intervenção para administração judicial na rede de postos, mas a Justiça negou com o argumento que os postos são usados para lavagem de dinheiro pelo crime organizado e não como postos da sociedade. Que uma intervenção “não seria a solução”.
A CNN revelou neste sábado (30) que esses postos receberam 12 mil depósitos em espécie em um dia. O relatório da PF detalha que investigados realizaram em média 2 mil depósitos em postos para fracionar dinheiro e uma transportadora de valores fez caminho até fintech.
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