Na madrugada desta terça-feira (25), um H-36 Caracal do Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1°/8° GAV) – Esquadrão Falcão – decolou da Base Aérea de Natal (Bant) para cumprir uma missão crítica de Evacuação Aeromédica (EVAM).
O caso envolveu um cidadão cipriota, de 33 anos, tripulante do Navio Mercante “NMG Glory”, de bandeira da Libéria. O homem sofreu ferimentos profundos, incluindo cortes no braço e nas pernas, com perda significativa de sangue, necessitando de intervenção médica imediata. No momento do chamado, a embarcação estava a aproximadamente 460 Milhas Náuticas (851 Km) a leste de Recife (PE).
“Por conta da urgência, foi necessário que decolássemos logo na madrugada. Graças ao profissionalismo de todos os integrantes da tripulação, conseguimos resgatar o tripulante ferido na embarcação, de forma bem sucedida. E, particularmente, para mim, foi muito gratificante ter participado, porque foi a minha primeira oportunidade de estar atuando como Comandante da Aeronave. Foi uma sensação indescritível”, destacou o Comandante da Aeronave, Tenente Aviador Breno Ferreira Pereira.
Pronta-resposta após o acionamento
O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aeronáutico (SALVAERO Atlântico), unidade subordinada ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo, recebeu o pedido urgente de apoio. A solicitação veio do Serviço de Busca e Salvamento Marítimo (SALVAMAR Nordeste), da Marinha do Brasil (MB). Ciente da urgência e da longa distância, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) agiu prontamente, acionando uma aeronave H-36 Caracal do Esquadrão Falcão, designada como SAR 8519.
A equipe SAR utilizou técnicas especializadas de resgate para içar o ferido do convés do navio para o helicóptero. Após a extração, a aeronave SAR retornou a Recife e o enfermo foi conduzido em estado de saúde estável para o Hospital de Boa Viagem (PE). O sucesso da missão demonstra a alta capacidade técnica e a prontidão das tripulações da FAB.
“Salvar uma vida não tem preço. Nessa missão decolamos na madrugada, sem nos importarmos com o horário ou a hora de preparar a aeronave. Tenho 4 mil horas de voo nas Asas Rotativas e posso afirmar que cada uma dessas missões é especial”, ressaltou o Suboficial Mecânico João Flavio Sousa de Oliveira, integrante da tripulação da aeronave do 1°/8° GAV que executou a missão.
O cumprimento desta missão exige uma estrutura robusta e capacidade de pronto-emprego que opera 24 horas por dia, 7 dias por semana, em todo o território marítimo nacional. No Brasil, apenas as Forças Armadas (FA) detém a capacidade logística, doutrinária e o alcance estratégico necessários para cobrir a totalidade desta área e cumprir, com a eficácia exigida, este compromisso internacional.
A Força Aérea Brasileira, em coordenação contínua com a Marinha do Brasil, reafirma sua dedicação em proteger vidas e manter a segurança e soberania do espaço aéreo e marítimo do País.


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