O sol forte e a ausência prolongada de chuvas seguem castigando o Rio Grande do Norte, e em Jucurutu, no Seridó, a situação é ainda mais preocupante.
O município está oficialmente classificado em Seca Extrema, segundo o mais recente levantamento do Monitor das Secas, ferramenta acompanhada mensalmente pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com dados referentes ao mês de novembro, divulgados nesta semana.
A estiagem tem afetado de forma direta a vida do homem do campo, especialmente o sertanejo que depende da lavoura e da criação de animais para sobreviver. A falta da água “que vem do céu” compromete plantações, reduz pastagens, esvazia reservatórios e aumenta a insegurança hídrica nas comunidades rurais.
De acordo com o levantamento, 26 municípios do RN estão em situação de Seca Extrema, entre eles Jucurutu, Acari, Caicó, Florânia, Parelhas e Jardim do Seridó.
Outros 55 municípios enfrentam Seca Grave, enquanto dezenas de cidades vivem quadros de seca moderada ou fraca. Somando os municípios em Seca Extrema e Grave, estima-se que cerca de 1 milhão e 70 mil pessoas estejam diretamente impactadas pela estiagem, o equivalente a 32% da população potiguar.
O cenário crítico levou o Governo do Estado a decretar situação de emergência em 147 dos 167 municípios do RN, por meio do Decreto nº 34.946, de 1º de outubro de 2025, assinado pela governadora Fátima Bezerra e publicado no Diário Oficial do Estado. A medida permite maior agilidade na adoção de ações emergenciais, como o reforço da Operação Carro-Pipa, recuperação de poços e apoio às famílias atingidas.
Relatórios técnicos da Emparn apontam que a estação chuvosa de 2025, entre os meses de janeiro e junho, registrou índices 16,1% abaixo da média histórica, com maior severidade nas regiões Central e Agreste do estado. Essa redução comprometeu a recarga de açudes e poços, impactando diretamente o abastecimento de água e a produção agropecuária.
Em Jucurutu, a expectativa da população é por ações efetivas que minimizem os efeitos da seca, especialmente nas áreas rurais, onde a dependência das chuvas é maior. Enquanto isso, o sertanejo segue resistindo, enfrentando o sol escaldante e aguardando dias melhores, na esperança de que a chuva volte a cair sobre o sertão potiguar.





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