DINHEIRO PÚBLICO SOB SUSPEITA: pagamentos começaram bem antes do matadouro funcionar.
Em Jucurutu, parece que o tempo corre ao contrário: primeiro a Prefeitura paga, depois — se der — o serviço começa.
É assim que funciona o curioso contrato de quase meio milhão de reais para aluguel de equipamentos destinados ao Matadouro Público, firmado e pago meses antes de qualquer funcionamento efetivo do abatedouro.
O contrato com a empresa FORTE BOI COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA, no valor total de R$ 485.990,00, já consumiu R$ 272.049,01 dos cofres públicos em apenas 8 parcelas pagas.
Como se não bastasse o contrato pode ser renovado. Ou seja, a conta pode continuar chegando — mesmo que o serviço não acompanhe.
Pagamentos já realizados
02/04/2025 – R$ 12.398,41
30/05/2025 – R$ 30.332,00
27/06/2025 – R$ 30.332,00
04/08/2025 – R$ 39.797,32
05/09/2025 – R$ 39.797,32
04/11/2025 – R$ 39.797,32
11/11/2025 – R$ 39.797,32
04/12/2025 – R$ 39.797,32
Total pago até agora: R$ 272.049,01
Funcionamento efetivo no mesmo período: ZERO.
Entre os itens alugados, dois chamam atenção não só pelo valor, mas pela completa inutilidade prática durante meses:
CAMINHÃO FRIGORÍFICO
Fantasma, que nunca carregou 1 quilo de carne
Custo mensal: R$ 16.266,21
Total em 12 meses: R$ 195.194,52
CONTAINER REFRIGERADO
Custo mensal: R$ 9.999,54
Total anual: R$ 119.994,48
Instalado em frente ao abatedouro, o container só começou a funcionar recentemente. No entanto, desde abril o aluguel já vinha sendo pago no valor R$ 9.999,54 , e o mais grave, não serve para os marchantes e nem para prefeitura e sim para empresa contratada a única beneficiada, onde guarda vísceras, ossos e cabeças dos animais. O que é de se estranhar que, quem paga o container refrigerador é o munícipio.
INDIGINAÇÃO POPULAR
São valores elevados pagos antecipadamente em um município que enfrenta dificuldades reais na saúde, na educação e na infraestrutura.
Enquanto falta o básico para a população, sobra dinheiro para pagar aluguéis de equipamentos sem utilidade.
DEDÚNCIA IGNORADA
Em julho, fizemos uma matéria jornalística alertando sobre esse absurdo: pagamentos em dia, serviço inexistente.
Mesmo assim, os repasses continuaram normalmente.
Nenhuma explicação convincente, nenhuma prestação de contas detalhada, nenhum respeito com o cidadão.
Transparência? ZERO.
O episódio reforça a sensação de que Jucurutu vive sob uma gestão em que contratos caros andam mais rápido que a transparência. O dinheiro público sai, mas as respostas não chegam.
Alô, Ministério Público!
Os fatos são claros e documentados:
Contrato de quase R$ 500 mil
Pagamentos iniciados meses antes do funcionamento
Equipamentos de alto custo sem uso
Possibilidade de renovação contratual
“Apesar de toda Jucurutu saber que, no município, existem dois prefeitos — o pai e o filho — prevalece a vontade do pai, atropelando todos os limites, por mero prazer.
Mas ninguém está acima da Justiça — a conta chega.
A população de Jucurutu não pede favor. Exige explicações, investigação e responsabilidade.
ACOMPANHE NO LINK ABAIXO OS GASTOS DOS EQUIPAMENTOS CONTRATADOS PELA PREFEITURA DE JUCURUTU!






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