Mais de 75 carros de luxo foram apreendidos em São Paulo. Esquema tinha como núcleo uma empresa que se passava como do ramo de energia solar sediada em Natal.
Os investigados da Operação Pleonexia II, que apura um esquema de lavagem de dinheiro a partir de fraudes financeiras envolvendo investimentos em energia solar, usavam uma loja de carros de luxo para lavar dinheiro e também debochavam das vítimas da fraude, segundo a Polícia Federal.
Em uma das conversas por mensagens que foi interceptada pela polícia, um dos investigados chega a admitir que o negócio se tratava de um esquema de pirâmide financeira e que “sempre tem um otário para cair”. Em seguida, ele ri.
Mandados também foram cumpridos na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. A polícia acredita que cerca de 6,3 mil pessoas foram lesadas na fraude.
As conversas captadas pela polícia também mostram os golpistas dizendo que as vítimas fecham contratos “mesmo que não esteja nada funcionando”, em referência a painéis solares que sequer produziam energia.
Loja de veículo era usada para lavar dinheiro, diz delegado
A primeira fase dessa operação foi deflagrada em fevereiro de 2025, com a prisão de um dos chefes da organização. De acordo com o delegado da Polícia Federal Joaquim Ciríaco, o núcleo da lavagem de dinheiro do esquema estava sediado em São Paulo.
“Utilizava-se de uma revenda de veículos de luxo em São Paulo. Essa revenda recebia o dinheiro através de um operador financeiro e fazia movimentação no intuito de lavar e blindar a origem do dinheiro. Blindar, sobretudo, o líder da organização criminosa, que está preso desde o começo do ano passado”.
Já a empresa principal utilizada no esquema ficava em Natal, segundo o delegado. As empresas estavam em nomes de laranjas.
“Eles utilizavam Natal, mas revendiam para todo o país. Utilizavam, segundo eles, a cidade de Natal, tendo em vista a incidência solar. Encontraram, acredito, uma facilidade para aplicar o golpe aqui”, explicou.
Na primeira fase da operação, em fevereito do ano passado, PF e Receita Federal revelaram que o principal investigado ocultava bens e até artigos raros de colecionador, como uma bola autografada de Pelé, uma chuteira de Messi e uma raquete do tenista Roger Federer.
G1RN





Adicionar Comentário