Alvo dos suspeitos era a filha da mulher assassinada
O Tribunal do Júri condenou nesta quinta-feira (19) Claudineia de Menezes Oliveira e Fernando Kennedy de Oliveira Silva pelo assassinato de uma mulher dentro de uma casa de massagem em Fortaleza, em 2025. As penas dos dois combinadas chegam a 65 anos de prisão.
O crime aconteceu no dia 13 de fevereiro e foi captado por câmeras de segurança. A vítima foi identificada como Lucélia Santos da Silva, de 46 anos. A investigação apontou que o ataque à casa de massagem teria sido planejado após o fim de uma sociedade entre Claudineia e a filha de Lucélia.
De acordo com a investigação, o verdadeiro alvo do ataque ao espaço era a filha de Lucélia, que administrava a casa de massagem, mas Lucélia acabou morta ao ser baleada por Fernando no momento em que sua filha fugia do local.
A ação criminosa foi toda flagrada por câmeras de segurança da casa de massagem, que oferecia serviços de cunho sexual. Fernando e Claudineia foram presos na cidade de Beberibe, a cerca de 80 quilômetros de Fortaleza, quando fugiam em direção ao Rio Grande do Norte.
A 2ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza considerou Claudineia e Fernando culpados pelos crimes de homicídio consumado e tentado duplamente qualificados (motivo torpe e impossibilidade de defesa das vítimas), além do crime de uso de documento falso em relação à Claudineia.
Claudineia, apontada como a mandante do crime, foi condenada a 36 anos e quatro meses de reclusão, enquanto Fernando foi condenado a 29 anos e quatro meses. Os dois devem cumprir as penas em regime inicialmente fechado.
Por meio de nota, a defesa de Claudineia e de Fernando lamentou a condenação e afirmou que pretende recorrer.
“Embora reconheça a soberania dos veredictos, a defesa manifesta sua discordância com o resultado do julgamento, por entender que a decisão não encontra amparo no conjunto probatório constante dos autos. A defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e informa que adotará todas as medidas cabíveis previstas em lei para que a decisão seja revista pelas instâncias superiores, na busca pela plena realização da justiça”, disseram os advogados Fábio Emanoel e Mikael Borges.
Testemunhas que estavam no local relataram a polícia que Fernando chegou na residência informando que queria fazer um programa sexual com uma das mulheres que trabalhava no imóvel. Na ocasião, ele foi recebido por Lucélia, que o levou até a sala para ver as meninas, mas deixou o portão aberto.
Ao entrar, Fernando anunciou um assalto, rendeu as mulheres com uma arma de fogo e amarrou a mão delas com abraçadeiras de plástico. Ao ver o homem, a filha de Lucélia reconheceu como sendo “irmão de coração” da ex-sócia, Claudineia, que a ameaçou de morte.





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