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PF cumpre mandado de busca e apreensão no RN em nova fase de operação contra fraudes no INSS

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Mandado expedido pelo STF é cumprido na cidade de Mossoró, no Oeste potiguar. Outros 65 são cumpridos em sete estados.

Polícia Federal cumpre um mandado de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (9), dentro da nova fase da ‘Operação Sem Desconto’, que apura descontos indevidos em aposentadorias e benefícios do INSS.

No estado, o alvo das investigações fica na cidade de Mossoró, na região Oeste potiguar.

Ao todo, a ação cumpre 66 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, com alvos também em São Paulo, Sergipe, Amazonas, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal.

Segundo a PF, a ação desta quinta (9) tem o “objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”.

A TV Globo apurou que o foco está em três empresas responsáveis pela estrutura da lavagem de dinheiro do esquema criminoso.

Os crimes investigados são de estelionato qualificado; peculato; corrupção ativa; uso de documento falso; lavagem de capitais e organização criminosa.

Os dois são suspeitos de envolvimento nas fraudes do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Na operação do início de setembro, foram apreendidas esculturas eróticas, quadros, arma e carros de luxo.

Uma investigação da PF revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do INSS. Antunes é o lobista apontado pela PF como “facilitador” do caso.

Como funcionava o esquema

Segundo a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU), as entidades investigadas:

  • 💰 ofereciam pagamento de propina a servidores do INSS para obter dados de beneficiários;
  • ✍️ usavam assinaturas falsas para autorizar descontos;
  • 💻 criavam associações de fachada, muitas vezes presididas por idosos, pessoas de baixa renda ou aposentados por incapacidade.

As associações cadastravam, sem autorização, aposentados e pensionistas do INSS e passavam a descontar mensalidades diretamente na folha de pagamento. Em muitos casos, os idosos nem sabiam que estavam sendo “associados”.

Há registros de aposentados que, no mesmo dia, foram filiados a mais de uma entidade — com erros de grafia idênticos nas fichas, apontando para fraudes.

De acordo com a PF, dirigentes e servidores do INSS recebiam vantagens indevidas para facilitar a inserção dos descontos nos contracheques dos aposentados, enquanto associações de fachada viabilizavam o desvio.

A investigação começou em 2023 na CGU, no âmbito administrativo. Em 2024, após a CGU encontrar indícios de crimes, a Polícia Federal foi acionada.

G1RN

Redação

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