O ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, oficializou na última segunda-feira (24) sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão foi comunicada em carta enviada ao presidente nacional da legenda, Edinho Silva, e divulgada nas redes sociais.
Prates afirmou que a saída foi fruto de “profunda reflexão” e destacou que o processo foi amadurecido ao longo dos últimos anos. Ele disse ter conversado previamente com a governadora Fátima Bezerra, reafirmando disposição para integrar a chapa ao Senado em 2026, mas reconheceu que seu espaço no partido estava cada vez menor.
Na carta, o ex-senador relembra sua trajetória de 12 anos no PT, incluindo atuação durante o governo Bolsonaro, quando liderou a oposição no Senado e defendeu estatais como a Petrobras. Também destacou projetos estruturantes que relatou ou apresentou, entre eles a Lei das Ferrovias e iniciativas relacionadas à transição energética.
Prates ainda citou sua passagem pela presidência da Petrobras, afirmando ter conduzido a estatal ao “melhor resultado operacional e financeiro da história”, mesmo diante de tensões políticas que culminaram em sua saída do comando da empresa.
Sem mágoas declaradas, ele agradeceu ao presidente Lula, à governadora Fátima Bezerra e a lideranças petistas, e afirmou que continuará no campo progressista, agora em outra legenda, com o objetivo de contribuir para uma esquerda “moderna e conectada às novas gerações”.





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