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Justiça manda prender prefeito, vice prafeita e 11 vereadores por corrupção, teriam atuado em esquema de 56 milhões

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Na decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, os desembargadores citam investigação do Ministério Público que detalha como uma organização criminosa estruturada se instalou na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia, a 157 km de São Luís, para desviar recursos públicos, principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social.

Os atos de corrupção motivaram a criação da Operação Tântalo II, deflagrada na última segunda-feira (22), que levou à prisão o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânia Mendes. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, realizada pelo GAECO em fevereiro deste ano.

Além dos gestores, há empresários, servidores, 10 vereadores e um secretário municipal de agricultura investigados por integrar o esquema de corrupção. Vários já tiveram a prisão cumprida, mas cinco vereadores ainda são foragidos. São eles:

  • Gilmar Carlos (União Brasil)
  • Savio Araújo (PRD)
  • Mizael Soares (União)
  • Inailce Nogueira (União)
  • Ribinha Sampaio (União)

 

Como funcionava o esquema

 

Segundo o MP-MA, foram desviados mais R$ 56 milhões por meio de empresas criadas de forma fictícia pelo prefeito e seus aliados. O grupo atuava de forma hierarquizada, com divisão clara de tarefas entre agentes políticos, operadores financeiros e empresários.

Há indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito Paulo Curió, entre 2021 e 2025.

De acordo com a investigação, o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió (União Brasil), era uma liderança na organização criminosa e destinatário de grande parte dos valores desviados. No esquema, ele atuava como:

  • Ordenador de despesas do município.
  • Direcionador de licitações.
  • Pagador com recursos públicos, mesmo sem comprovação da execução dos serviços.

Em um dos trechos citados na decisão, o Ministério Público afirma que o esquema funcionava por meio da chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas contratadas “emitiam notas fiscais sem a correspondente prestação de serviços, devolvendo a maior parte dos valores ao núcleo político da organização”.

Tânia Karla Cardoso Mendes Mendonça, vice-prefeita de Turilândia, aparece nos autos como integrante do núcleo empresarial e operacional da organização criminosa. Segundo o MP, ela era:

Redação

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