A Prefeitura de Jucurutu voltou a prorrogar contrato com cooperativa de mão de obra para atuar na Secretaria Municipal de Educação, decisão que reacende críticas sobre a falta de concurso público no município e os impactos diretos na previdência própria dos servidores.
O novo termo aditivo, assinado pelo prefeito Iogo Nielson de Queiroz e Silva, estende por mais três meses um contrato que já vinha sendo renovado, mantendo a opção por trabalhadores terceirizados em vez da contratação de servidores efetivos. Para críticos da gestão, a prática empurra indefinidamente a realização de concurso, enfraquece o regime próprio de previdência e compromete o futuro financeiro do município.
Especialistas e observadores da administração pública apontam que a contratação via cooperativas não contribui para a previdência municipal, reduzindo a entrada de recursos e aumentando o desequilíbrio atuarial. Enquanto isso, servidores concursados — que garantem arrecadação previdenciária e estabilidade administrativa — seguem sem reposição.
Outro ponto levantado é que esse modelo abre espaço para apadrinhamentos políticos, já que as indicações não passam pelo crivo impessoal de um concurso público. Além disso, a terceirização é vista como uma forma de driblar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, mantendo despesas fora do radar típico da folha de pessoal efetivo.
A cada renovação, cresce a pergunta que ecoa entre a população: até quando Jucurutu continuará adiando o concurso público? Para muitos, a repetição dessas prorrogações sinaliza uma escolha política que prioriza soluções temporárias, fragiliza a previdência própria e posterga um debate essencial sobre responsabilidade fiscal, transparência e meritocracia no serviço público.





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